Asaas capta R$ 300 milhões em FIDC para antecipar recebíveis de PMEs
A fintech Asaas concluiu seu terceiro FIDC, de R$ 300 milhões, o maior até agora, para financiar a antecipação de recebíveis de pequenas e médias empresas.

A fintech Asaas concluiu seu terceiro Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), no valor de R$ 300 milhões, para financiar a antecipação de recebíveis de pequenas e médias empresas. A operação é a maior da empresa nesse formato, segundo NeoFeed, Finsiders Brasil e Let's Money.
Como o fundo foi estruturado
Do total, R$ 280 milhões correspondem a cotas seniores, destinadas a investidores, e R$ 20 milhões a cotas subordinadas, que ficam com a própria Asaas. De acordo com a NeoFeed, as cotas seniores pagam CDI mais 1,15%. O Let's Money informa que a S&P Global Ratings atribuiu ao fundo a nota máxima da escala nacional, AAA, e que a Kanastra atua na gestão e administração.
Evolução dos fundos
O novo veículo sucede dois anteriores. O primeiro, de 2023, somou R$ 50 milhões, e o segundo, de agosto de 2025, passou de R$ 100 milhões. Em dois anos, portanto, o volume por operação aumentou seis vezes, considerando o primeiro e o terceiro fundos.
O que o dinheiro financia
A antecipação de recebíveis permite que o cliente receba hoje valores que só entrariam no caixa mais adiante, como vendas no cartão. Segundo a Finsiders, a Asaas já antecipou R$ 1,4 bilhão a clientes em 2026 e cerca de R$ 3,9 bilhões desde o início da operação; a NeoFeed arredonda o acumulado para R$ 4 bilhões. A mesma publicação relata que cerca de 30% dos 300 mil clientes ativos usam o recurso e que a inadimplência por estorno gira em torno de 0,5%, contra aproximadamente 1% na média do mercado, conforme apresentado pela empresa.
O diretor financeiro, João Vitor Possamai, aparece nas reportagens como porta-voz da operação. Para a empresa, ter um fundo dedicado dá previsibilidade de funding, ou seja, de origem dos recursos usados no crédito.
Metas e contexto
Com mais de 1.300 colaboradores, a Asaas diz buscar receita superior a R$ 1 bilhão em 2026 e acima de R$ 2 bilhões em 2027. O Let's Money lembra que a fintech já captou cerca de R$ 1 bilhão em rodadas com investidores como Vivo Ventures, BOND e SoftBank, e a Finsiders cita aquisições recentes, entre elas a da Helena CRM e a da Mutuus, de seguros digitais.
O movimento ilustra uma tendência do setor: fintechs de crédito para empresas recorrem a FIDCs para financiar a carteira sem depender só de capital próprio. Não é recomendação de investimento.
Fontes: NeoFeed (neofeed.com.br), Finsiders Brasil (finsidersbrasil.com.br) e Let's Money (letsmoney.com.br). Texto produzido pela redação do Fintechs.com.br com apoio de IA.
Fontes: neofeed.com.br, finsidersbrasil.com.br, letsmoney.com.br