Neon anuncia novo banco parceiro para voltar a operar
A Neon Pagamentos teve suas operações afetadas depois que um banco parceiro, o Banco Neon S/A, foi liquidado extrajudicialmente por irregularidades . A decisão não envolve o…

A Neon Pagamentos teve suas operações afetadas depois que um banco parceiro, o Banco Neon S/A, foi liquidado extrajudicialmente por irregularidades. A decisão não envolve o serviço de conta digital e os cartões pré-pagos, mas a fintech precisa de uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central para voltar a operar. Nesta segunda-feira (7), ela anunciou que fechou um acordo com o Banco Votorantim.
Com o anúncio de “parceria estratégica”, o banco assume os serviços de custódia e movimentação das contas de pagamento oferecidas pela Neon Pagamentos. Os dois afirmam trabalhar para o restabelecimento integral das atividades “o mais rápido possível”. A startup afirmou que as contas devem voltar a operar ainda nesta semana.
O Banco Neon S/A, anteriormente conhecido como Pottencial, era uma instituição de pequeno porte, com cerca de R$ 200 milhões em ativos, o equivalente a 0,0038% do sistema bancário. Enquanto isso, o Banco Votorantim registrou R$ 93,5 bilhões em ativos em 2017, com um lucro líquido de R$ 582 milhões; em 2009, parte da instituição foi adquirida pelo Banco do Brasil.
Até o momento, o dinheiro dos usuários do Neon só pode ser retirado por meio de saques em agências físicas e operações com cartões de débito. A Neon Pagamentos terá um desafio para operacionalizar a transferência do total de valores contidos nas contas digitais em 7 a 10 dias, de acordo com determinações do Banco Central.
"É o início de uma parceria de longo prazo em que, após o pleno restabelecimento das nossas atividades, vamos explorar, juntos, sinergias em novos produtos e serviços", disse o fundador e presidente-executivo da Neon Pagamentos, Pedro Conrade.
A Neon Pagamentos, que afirma ter 600 mil usuários no Brasil e 190 funcionários, lançou um cartão de crédito no mês passado e transferiu seu controle acionário para uma holding britânica não especificada como parte da rodada de captação de recursos.
