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Balanços do 3T26: fintechs devem lucrar mais, mas 2027 preocupa

Prévias apontam lucro maior para Nubank, Inter e PagBank no 3T26, com Stone em queda. Analistas já olham para 2027, com crédito mais lento e juros altos.

Balanços do 3T26: fintechs devem lucrar mais, mas 2027 preocupa

Os principais bancos digitais e fintechs com ações nos Estados Unidos começam a divulgar os resultados do terceiro trimestre de 2026 na semana que vem. As prévias de analistas apontam lucro maior para quase todas, com a Stone como principal exceção. O foco do mercado, porém, está na capacidade de crescer em 2027, segundo levantamento do Finsiders Brasil publicado em 3 de novembro.

Calendário e projeções

De acordo com o calendário do Itaú BBA, o PagBank abre a temporada em 10 de novembro, e o Agibank vem em 11 de novembro. Nubank, Inter e Stone divulgam em 12 de novembro.

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Para o Nubank, o Safra estima lucro de US$ 1,078 bilhão, alta de 37,7% em um ano, enquanto o Itaú BBA projeta cerca de R$ 5,4 bilhões, com retorno sobre patrimônio (ROE) de 31%. No Inter, as estimativas são de R$ 429 milhões (Itaú BBA) e R$ 425 milhões (Safra). Para o PagBank, os números ficam entre R$ 587 milhões e R$ 600 milhões, avanço de 5% a 6% no ano. O Itaú BBA vê a XP com R$ 1,4 bilhão e o Agibank perto de R$ 200 milhões.

A Stone é o ponto fora da curva: as projeções são de R$ 571 milhões (Itaú BBA) e R$ 553 milhões (Safra), quedas de cerca de 11% e 13,8% frente ao ano anterior. Segundo o levantamento, o Pix reduz a receita por transação da empresa, e a base maior de grandes lojistas, que negociam taxas menores, pesa sobre o resultado. Já o PicPay projeta, por conta própria, lucro ajustado de R$ 265 milhões, cerca de 6% abaixo dos R$ 283 milhões do segundo trimestre.

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O que preocupa para 2027

Os analistas citados falam em desaceleração à frente. O Itaú BBA vê crédito mais lento, margens menores e despesas em alta, e projeta para o Nubank em 2027 um lucro cerca de 15% abaixo da média do mercado. O Citi aponta que juros altos por mais tempo encarecem a captação e dificultam a expansão da carteira, e que a incerteza fiscal pode reduzir o apetite por risco na XP. A inadimplência aparece como ponto de atenção para Inter, PicPay e outras empresas.

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As casas também ajustaram suas visões. O Itaú BBA cortou em 10% a estimativa de lucro da Stone e reduziu o preço justo de US$ 17 para US$ 15. O Citi rebaixou XP e PagBank para neutro em 27 de outubro e manteve compra no PicPay, com preço-alvo reduzido de US$ 28 para US$ 24.

Vale lembrar que os valores acima são projeções de analistas, e não resultados oficiais, e que o levantamento é a única fonte consultada para este relato de mercado. Os números reais saem a partir de 10 de novembro. Não é recomendação de investimento.

Fontes: Finsiders Brasil, "Fintechs vão lucrar mais no 3T26, mas mercado já vê problemas para 2027", 3/11/2026.

Fontes: finsidersbrasil.com.br

Por Redação Fintechs. Como produzimos e corrigimos o conteúdo.

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