Regulamentação · · 2 min de leitura

Capital mínimo: BC estuda saída supervisionada de 240 instituições

O BC discute regras para a saída supervisionada de mais de 240 instituições que não cumprem o capital mínimo, segundo o diretor de Fiscalização.

Capital mínimo: BC estuda saída supervisionada de 240 instituições

O Banco Central discute internamente como permitir que instituições que não conseguirem cumprir as novas regras de capital mínimo deixem o sistema de forma ordenada. A informação foi dada pelo diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, na coletiva do Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do primeiro semestre, segundo o Finsiders Brasil.

Quantas instituições estão fora da regra

De acordo com o REF, 242 instituições descumpriam os novos limites com base em junho de 2026, o equivalente a 14,2% do universo avaliado. Em setembro, o número seguia praticamente igual, na casa dos 240. Pelos dados divulgados, o grupo inclui 56 instituições de pagamento, 53 sociedades de crédito direto (SCDs), 37 corretoras e distribuidoras de valores, 29 administradoras de consórcio, 20 cooperativas e 20 corretoras de câmbio. Entre as sociedades de empréstimo entre pessoas, 7 das 12 empresas do segmento estão fora do padrão.

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O Economic News Brasil, que também analisou o relatório, calculou que o descumprimento das exigências soma R$ 584,5 milhões. Desse valor, R$ 305,3 milhões, cerca de 52%, concentram-se em instituições de pagamento e SCDs. O montante equivale a 0,03% do patrimônio de referência consolidado do sistema financeiro, e o BC avalia que o risco à estabilidade financeira é baixo.

O que o BC pode fazer

As exigências vêm da Resolução Conjunta nº 14, de 2025, e são implementadas em etapas. Pelo cronograma descrito pelo Economic News Brasil, as instituições existentes precisam incorporar 25% da diferença entre as regras antiga e nova até dezembro de 2026, 50% no primeiro semestre de 2027, 75% no segundo semestre de 2027 e 100% a partir de janeiro de 2028.

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Segundo Aquino, o regulador ainda não cassou nenhuma licença. Quem permanecer desenquadrado pode sofrer restrições, como a proibição de captar novos clientes e limites para certas operações. Por ora, o BC pede planos de adequação e acompanha o grupo de perto. O diretor disse que o país recebeu muitos novos participantes nos últimos anos, mas não tem normas adequadas para quem precisa sair.

A proposta de saída supervisionada ainda precisa passar pela governança interna do BC e, se avançar, dependerá de decisão do Conselho Monetário Nacional. Não há prazo definido para sua divulgação.

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Limitação legal e fila de autorizações

Aquino afirmou que a intervenção e a liquidação de instituições seguem a Lei 6.024, de 1974, e defendeu uma legislação mais moderna. Ele citou o PLP 281, de 2019, que cria novos regimes de resolução e tramita na Câmara. O mandato do diretor termina em fevereiro de 2027.

Na mesma coletiva, o BC informou que recebeu cerca de 20 pedidos de autorização de prestadoras de serviços de ativos virtuais e espera chegar a cerca de 40. O prazo para as que já operam termina nesta semana, sem adiamento, segundo o Finsiders Brasil.

Fontes: Finsiders Brasil, "BC estuda saída supervisionada para mais de 240 instituições sem capital mínimo" (27/10/2026); Economic News Brasil, "Capital mínimo dos bancos exige adaptação de 242 instituições" (27/10/2026).

Fontes: finsidersbrasil.com.br, economicnewsbrasil.com.br

Por Redação Fintechs. Como produzimos e corrigimos o conteúdo.

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