Yellow Card compra GoMoney e entra no Brasil com stablecoins e Pix
A Yellow Card anunciou a compra da fintech brasileira GoMoney, que pretende oferecer cobranças em reais via Pix com liquidação em stablecoins.

A Yellow Card, empresa de infraestrutura de pagamentos com stablecoins, anunciou na quarta-feira (4) a compra da GoMoney, fintech brasileira que atua com pagamentos internacionais, exchange de criptomoedas e conta digital. De acordo com a PYMNTS e a Condia, o negócio foi concluído em outubro, e o preço não foi divulgado.
O que muda para a operação no Brasil
Com a aquisição, a Yellow Card passa a ter estrutura própria no país. Segundo a empresa, será possível oferecer cobrança e desembolso em reais, inclusive via Pix, com liquidação em stablecoins, as moedas digitais atreladas a ativos como o dólar. A GoMoney vira subsidiária integral, e os fundadores continuam à frente do negócio. Maurício Pires, CEO e cofundador da GoMoney, afirmou, conforme a Condia, que a companhia quer crescer no Brasil e na América Latina.
Do aporte de agosto à compra
A transação vem depois de a Yellow Card anunciar, em agosto, uma captação de US$ 40 milhões com SC Ventures, Sony Innovation Fund, Polychain Capital e Blockchain Capital. Na época, segundo o portal Startups, a empresa também iniciou operações no Brasil, com equipe local de três pessoas, em regime totalmente remoto. Agora, a compra de uma operação já estabelecida dá à companhia uma base local, com cerca de oito anos de atuação da GoMoney, segundo a PYMNTS.
Autorização do Banco Central ainda pendente
A GoMoney pediu ao Banco Central autorização para funcionar como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV). O pedido está em análise, e, até a decisão, a empresa segue no regime de transição previsto na regulamentação. Segundo a Condia, o requerimento se apoia na Lei 14.478/2022 e na Resolução BCB 519/2025. Ou seja, a licença definitiva ainda não foi concedida.
Um mercado em expansão
A Finsiders Brasil e a Condia citam dados da Chainalysis: o Brasil movimentou US$ 252,5 bilhões em operações com criptomoedas entre julho de 2025 e junho de 2026, o maior volume da América Latina. A atividade com stablecoins no país teria crescido 495% entre 2024 e 2026. Esses números ajudam a explicar o interesse de empresas internacionais em ter licença e operação local para conectar o Pix a pagamentos transfronteiriços.
O movimento ocorre num momento de transição regulatória para o setor, em que as empresas de ativos virtuais precisam pedir autorização ao Banco Central para continuar atuando. Não é recomendação de investimento.
Fontes: Finsiders Brasil (4/11/2026); PYMNTS (4/11/2026); The Condia (5/11/2026); Startups (14/08/2026).
Fontes: finsidersbrasil.com.br, pymnts.com, thecondia.com, startups.com.br