Banco Central nega licença de prestadora de ativos virtuais à Higher Global Payments
Foi o primeiro indeferimento entre os pedidos de autorização de prestadoras de ativos virtuais; a empresa diz que vai avaliar os fundamentos e a possibilidade de revisão.

O Banco Central negou o primeiro pedido de autorização para atuar como prestadora de serviços de ativos virtuais (PSAV) desde que o novo regime entrou em vigor. A decisão, tomada em 25 de setembro de 2026 e publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira, 28, atinge a Higherway Tech Soluções Ltda., que opera como Higher Global Payments.
O que se sabe
A empresa protocolou o pedido em 30 de janeiro de 2026, antes da vigência da Resolução BCB nº 580, de 1º de julho. Depois do protocolo, novas normas, como a Resolução BCB nº 589, alteraram requisitos prudenciais, operacionais e informacionais. O Banco Central não divulgou uma causa específica para o indeferimento.
A Higher Global foi fundada em 2020. O sócio responsável desde o início é Bruno Riscado Dias, hoje CEO, e a Be Higher Participações é sócia desde 2024. O capital social informado é de R$ 1,5 milhão, bem abaixo do que parte das concorrentes declarou.
Posição da empresa
Em nota, a empresa informou que a negativa se refere apenas ao processo protocolado e que não pretende deixar o mercado de ativos virtuais. Acrescentou que ainda é cedo para tirar conclusões e que vai analisar os motivos da decisão e as chances de pedir revisão.
Quem está na fila
Segundo levantamento citado pela Matera, sete empresas estão em processo de aprovação, entre elas Transfero, Mazzera, PFPAY, Masterpay, W Brasil Comércio, Onda Finance e Wynx Exchange. O prazo final para formalizar pedidos de autorização termina em outubro.
Fonte: Finsiders. Texto produzido pela redação do Fintechs.com.br a partir de informações publicadas pelo veículo.