Operação Azzardo: bloqueio de até R$ 3,48 bi mira bets e fintech
PCDF cumpre 50 mandados contra rede de bets ilegais; segundo o Finsiders, a fintech A55 é um dos alvos. A empresa não se manifestou até a publicação.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou na manhã de quinta-feira, 5 de novembro de 2026, a Operação Azzardo, contra uma rede suspeita de explorar apostas de quota fixa sem autorização federal e de lavar dinheiro de apostadores. Segundo o Finsiders Brasil e o BNLData, a ação prevê o bloqueio de até R$ 3,483 bilhões em contas e ativos dos investigados.
O alcance da operação
De acordo com o BNLData, cerca de 200 policiais civis cumprem 50 mandados de busca e apreensão: 24 no Distrito Federal e 26 em São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte. O veículo informa que não houve prisões até a publicação e que o valor de R$ 3,483 bilhões é o teto da medida, não o total apreendido ou lavado. Entre as determinações judiciais estão a suspensão do CNPJ de 100 empresas e a quebra de sigilo bancário e fiscal de 82 pessoas físicas e 83 empresas.
O papel da fintech
Segundo o Finsiders, um dos alvos é a A55, sociedade de crédito direto sediada em São Paulo, além de duas empresas do mesmo grupo e de seus executivos. A publicação diz que mais de 100 contas da A55 teriam movimentado cerca de R$ 1 bilhão. O BNLData também fala em movimentação aproximada de R$ 1 bilhão, dos quais R$ 739 milhões via Pix, mas não cita o nome da fintech.
A apuração começou há cerca de cinco meses, a partir de comunicação da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda sobre sites sem licença federal. Conforme o BNLData, QR Codes de Pix levavam a empresas sem relação com apostas, como uma clínica e uma loja de artigos de tarô em Sobradinho (DF).
Acusações e posição das partes
Os crimes apontados, em tese, são exploração não autorizada de loteria, lavagem de dinheiro, organização criminosa e falsidade documental; o Finsiders cita ainda fraude eletrônica. Trata-se de investigação em andamento: investigado não é condenado, e nenhuma culpa está estabelecida.
A A55 não se manifestou até a publicação do Finsiders, que afirma que o texto será atualizado se houver resposta. O BNLData também não traz manifestação de defesa dos investigados. Segundo o Finsiders, a fintech já havia comunicado ao Banco Central a intenção de cancelar sua autorização; o BNLData diz que o BC anunciou essa intenção em 30 de julho de 2026.
O Finsiders relata ainda que a PagSmile, que em março anunciou a compra de 49% da A55, encerrou as negociações após a venda da empresa à RB Holding e hoje não tem participação societária nem vínculo operacional com ela.
Fontes: Finsiders Brasil, 05/11/2026; BNLData, sobre a operação de 05/11/2026.
Fontes: finsidersbrasil.com.br, bnldata.com.br