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Meios de Pagamento

Banco Original está tentando, mas ainda não encontrou o fio da meada.

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O Banco Original já nasceu com cara de grande projeto inovador. Com uma cara jovem e digital, a ideia do banco condensa tudo que as startups americanas, especialmente as fintechs, conseguem fazer por lá. O buzz no entanto, não precedeu grandes lançamentos até agora.

Se o olhar o Nubank por exemplo, com muito menos dinheiro, com uma equipe mais enxuta e um drive mais acertado, a startup do cartão roxo, dá uma verdadeira aula de como crescer, chamar a atenção e criar algo de grande valor para o brasileiro, especialmente para o público jovem. Na primeira semana de Março, num evento de Growth Hacking, um dos líderes técnicos do Nubank afirmou que mais de 2 milhões de pessoas já solicitaram o cartão. É a melhor conta para qualquer investidor que se preze: fazer mais com menos. Segundo algumas matérias a startup já tem cerca de 500 mil pessoas usando o cartão. Os acionistas do Original, olhando isso que está acontecendo, com o mercado de cartões e o mercado bancário como um todo, está sendo desgastante. Mas por quê?

A saga do Banco Original

Formalizado em 2011, após o grupo JBS comprar o banco Matone, o projeto começou já com cara de espetáculo. Tinha o Henrique Meirelles (ex-Presidente do Banco Central) como chairman e a JBS como acionista. Em 2011, longe da crise política que vem assolando o país atualmente, isso parecia uma grande tacada: criar um banco 100% digital para a virada que os consumidores estavam planejando. Contratou gente de peso como Flávio Dias, que criou o e-commerce do Walmart no Brasil. Parecia que tudo ia bem…

O Banco custou cerca de R$600 milhões e demorou cerca de 3 anos para lançar a plataforma digital, que se tinha como proposta lá em 2011. Estamos falando de seiscentos milhões. E estrutura do banco também inchou. O que tinha cara de startup, agora tem cara de “bancão”.

Não bastasse a crise política onde JBS (Friboi) já foi pauta e o Henrique Meirelles sendo cotado para assumir um cargo no governo, o Flávio Dias, que era o homem da inovação, deixou o cargo mês passado para voltar ao mercado e-commerce, na Cnova.

Apesar de todos esses desafios societários, executivo e de orçamento, o banco se posicionou relançando a plataforma toda remodelada, com a ajuda da Try, uma espécie de agência salvadora de problemas de design de grande complexidade. O banco quer mesmo ser “original”, e isso vai além de ter uma plataforma moderna e com design conceitual. O banco vai precisar se reinventar, mesmo que não tenha completado ainda, a própria invenção.

A comunicação já está sendo trabalhado para o target principal, que são os novos consumidores: universitários, jovens empresários e early adopters de inovação financeira. Esse é inclusive o apelo do comercial milionário que eles lançaram com a estrela imbatível das corridas Usain Bolt. Veja o vídeo abaixo.

https://www.youtube.com/watch?v=NhaRfQia8IQ

“Original não é fazer diferente, é fazer do seu jeito”

Ainda dá tempo para o banco ser a referência digital financeira do país. Existe um oceano azul a ser explorado no “novo modelo de banco”, resta saber se a equipe do Original vai conseguir realizar o plano inicial. Em entrevista à Reuters, o próprio Henrique Meirelles afirmou que 2018 será o ano do banco. A meta é atingir 100 mil clientes rapidamente.

Se as pequenas fintechs apertarem o passo, o Original vai ter que acelerar isso.

 

 

 

O ponto de encontro das fintechs e revolução financeira no país.