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Meios de Pagamento

Conheça a N26, a fintech que virou banco.

Luciana Damasceno

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A start-up alemã N26 prepara-se para voos mais altos após ter obtido licença do Banco Central Europeu e da BaFin – principal órgão regulador financeiro da Alemanha – para oferecer serviços bancários em toda a Europa.

Com o sinal verde, a fintech pretende lançar produtos e serviços voltados para investimentos, poupança, linhas de crédito e seguros. Mas, afirma que não será como os outros bancos, garantindo um serviço mais rápido, inovador e personalizado para os seus clientes.

N26 já oferece serviços via smartphone

Até então, a N26 podia oferece aos seus clientes apenas uma conta-corrente, por meio da qual é possível fazer transferências e pagamentos com cartão de crédito MasterCard via smartphone (nenhuma novidade até aqui). Agora, a fintech poderá dar um upgrade nos seus serviços, os quais prometem atrair principalmente o público mais jovem.

Mesmo antes de obter a licença, a N26 já vinha trabalhando na busca de parcerias capazes de provar a que veio, como a firmada com a Wirecard – desta, a fintech conseguiu levar um financiamento de US$ 40 millhões. A fintech conta ainda com o bilionário Peter Thiel entre seus investidores.

Com isso, a N26 já atraiu cerca de 200 mil usuários em apenas três anos de existência – sendo que o seu app tem apenas 1 ano e meio de mercado. Seus clientes têm sido atraídos por um app com design inovador, transações financeiras em tempo real, saque em lojas varejistas, e transferências via SMS e e-mail em apenas alguns segundos.

Fintech promete novidades

A empresa também promete oferecer funcionalidades diferenciadas aos seus clientes, como uma voltada para o compartilhamento direto de despesas,  usando um processo semelhante ao usado pelo Uber. Quando a opção for implantada, será possível dividir e pagar a conta do restaurante diretamente pelo app da N26, por exemplo.

Além disso, a empresa já divulga estar trabalhando na disponibilização de aprovação de crédito em tempo real e em segurança baseada em inteligência artificial. E tudo isso deve ser lançado já nos próximos meses.

E se você está pensando que a N26 foi criada e está sendo implementada por quem entende muito de tecnologia e pouco de banco, é hora de reavaliar sua opinião. O CEO da empresa é Markus Gunter, que traz em seu currículo mais de 20 anos de experiência bancária e já foi executivo da Pioneer Investments e do DAB Bank. E, ao seu lado, está o CFO e CRO da N26, Matthias Oetken, outro expert do setor financeiro.

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O time de executivos da N26. Foto: Eu-Startups

O segredo do sucesso da N26 está na manutenção de uma empresa enxuta, mantendo boa parte de seus serviços  terceirizados – inclusive aqueles voltados para à criação de produtos e funcionalidades. A empresa afirma ainda que o seu faturamento vem exclusivamente de comissões recebidas das operadoras de cartão de crédito e de parceiros financeiros. Desta forma, não há dependência de flutuações do mercado financeiro.

Agora, é aguardar a reação dos bancos europeus, que já começam a acordar para a perda de novos clientes por conta de empresas inovadoras como a N26.

É um banco startup, ou vice versa.

Luciana é uma jornalista radicada em Dublin na Irlanda. Redatora, já foi Relações Públicas do Estado da Bahia. É uma das melhores jornalistas de finanças do país.