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Meios de Pagamento

IPO do PagSeguro, por Diego Gomes.

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Texto escrito pelo empreendedor Diego Gomes, pelo SaasHolic.

Saiu o IPO do PagSeguro! $100 Milhões na NYSE

Estudando/analisando IPO do PagSeguro

“No ano passado, publiquei por aqui uma análise do IPO da Netshoes. O conteúdo foi super abraçado pela comunidade e rendeu ótimos comentários, por isso resolvi aproveitar que o PagSeguro acabou de publicar seu prospectodo IPO (HOJE!) para captar $ 100m (valor preliminar) na NYSEe vou deixar aqui alguns comentários iniciais e breves. Vamos nessa?

Enter SEC FILLING F-1:

Como falei no post da Netshoes, o formulário F-1 é destinado a empresas privadas estrangeiras, enquanto o S-1 é para empresas Americanas. O formulário foi publicado hoje e assinado pelos bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley. Confira o form F1 aqui, você não vai se arrepender!

Sobre o PagSeguro:

O PagSeguro foi lançado em 2006 como um meio de pagamento digital e em 2013 expandiu para o mercado de POS (ponto de venda) com a Moderninha (falei sobre isso no artigo anterior). Pontos chave do form:

  • 2.450 milhões de vendedores utilizando a plataforma;
  • TPV (Total Payments Value) de R$ 24.8 bilhões nos primeiros 9 meses de 2017, com um crescimento médio de 125,1%, considerando o mesmo período de 2015;
  • Gasto médio por vendedor de R$15.190 nos primeiros 9 meses de 2017;
  • Total revenue nos primeiros 9 meses de 2017 de R$ 1,69 bilhões, crescendo quase 70% ano a ano.

Oportunidade de Mercado

Nesta sessão, o PagSeguro discorre sobre o mercado local e suas particularidades.

  • A penetração de pagamentos digitais ainda é pequena e apenas 59% da população brasileira com mais de 15 anos já fez ou recebeu um pagamento online, comparado a 92% no mercado americano;
  • O volume de transações no e-commerce, cresceu para R$ 44.4 bi em 2016 saindo de R$ 18.7 bi em 2011;
  • O Brasil é a quarta maior audiência mobile mundial, com 139 milhões de usuários. A penetração de é de 58%, comparada a 82% nos EUA;
  • Apenas em 2016, a penetração do acesso bancário digital cresceu 96% e 34% dos acessos já são mobile;
  • Microempreendedores e pequenas e médias empresas representam 99% das 12 milhões de empresas do Brasil, totalizando R$ 1.8b em pagamentos por ano, nas áreas de professional and technical services, textiles and transportation;
  • O ciclo de recebimentos dos vendedores em Brasil para transações de cartões de crédito é de 30 dias e o mercado oferece muitas opções de parcelamento, dificultando o recebimento dos vendedores. O PagSeguro encurta estes ciclos oferecendo diversas opções de recebimentos mais rápidos para seus vendedores.

Ecossistema:

PagSeguro workflow

  • Carteira virtual gratuita;
  • Adiantamento de recebíveis;
  • Transferências e envios de pagamentos online/bancários;
  • Conta digital gratuita para vendedores e compradores gerenciarem todas as suas transações na plataforma.
pagseguro2

$in $out

Métricas financeiras da empresa

Receitas:

  • 2014 — R$ 325.8 milhões
  • 2015 —R$ 674.9 milhões
  • 2016 — R$ 1,138 bilhões
  • 2017– R$ 1,692.3 bilhões (apenas primeiros 9 meses)

EBITDA:

  • 2014 — R$ 36.2 milhões
  • 2015 — R$ 40.3 milhões
  • 2016 — R$ 155.4 milhões

Lucro Líquido:

  • 2014 — R$ 37.2 milhões
  • 2015 — R$ 35.5 milhões
  • 2016 — R$ 127.8 milhões

Métricas operacionais

Total de vendedores Ativos

  • 2014– 463k
  • 2015–874k
  • 2016–1398k

TPV (Total de transações)

  • 2014–R$3.7b
  • 2015–R$ 7.4b
  • 2016– R$ 14.1b

Gasto médio por Vendedor:

  • 2014– R$10,449
  • 2015–R$11,047
  • 2016–R$12,404

Quadro Executivo

  • Luis Frias — Principal Executive Officer ;
  • Eduardo Alcaro — Chief Financial and Investor Relations Officer, Chief Accounting Officer and Director;
  • Ricardo Dutra da Silva — Executive Officer and Director;
  • Maria Judith de Brito — Director;

Estrutura da Empresa

This is how it works 😉

Riscos do negócio

Separei apenas os mais relevantes, dado que, por padrão, os SEC fillings tendem a agregar muitos fatores externos e padrões da indústria de tecnologia, como falhas de datacenters, imprevistos climáticos, etc.

  • Integração de sistemas diversos dos merchants;
  • Restrições/regulações governamentais;
  • Prevenção contra fraudes;
  • Negócio dependente do crescimento do ecommerce no Brasil;
  • Fabricação de hardware por terceiros/fornecedores diversos;
  • Dependência de provedores de cartões de crédito;
  • Incerteza econômica/inflação do mercado brasileiro.

Notas finais

O PagSeguro é um monstro do mercado de pagamentos nacional e é muito empolgante ver mais um IPO brasileiro. Ele é claramente o líder do mercado e os números estão aí para provar. Estamos torcendo por ele, como pode ser visto no gráfico abaixo e no meu estudo do post anterior.

a clear winner!

Parabéns a toda a equipe do PagSeguro e boa sorte neste IPO!

E você, o que achou da notícia do IPO do PAGS? Não deixe de comentar!

Rumores: Parece que a expectativa é que o IPO vai sair avaliando a empresa em U$5bi. Quantos bilhões vale o unicórnio Brasileiro? 4b? 6b? Deixem seus palpites!

Texto escrito pelo empreendedor Diego Gomes, pelo SaasHolic.

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Meios de Pagamento

China pede que comerciantes parem de rejeitar dinheiro

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Desde julho de 2018, o banco central da China já lidou com 602 casos envolvendo estabelecimentos comerciais rejeitando pagamentos em dinheiro, de acordo com a Tech Asia.

O banco central da China começou a reprimir os comerciantes que se recusam a aceitar dinheiro (papel moeda), dizendo que ele prejudica os direitos do consumidor e o status legal e também alertou contra a “sobreposição” do conceito de uma sociedade sem dinheiro.

Entre os comerciantes que foram obrigados a aceitar dinheiro novamente, há o supermercado Hema da Alibaba. A cadeia de varejo permite que os compradores digitalizem mercadorias com seus smartphones para ver mais informações e pagar por suas compras com o aplicativo Hema. Seguindo o pedido do banco central, as lojas Hema começaram a aceitar dinheiro novamente.

Estima-se, segundo a TechinAsia, que na China mais de 30% das pessoas nascidas nos anos 50 estão tendo dificuldades em pagar em dinheiro.

São os consumidores ou empresas que ditam o comportamento/futuro dos produtos e serviços? Na China já dá para saber…

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O massacre das maquininhas de cartões (o fim do POS).

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pos maquininhas

Maquininhas de cartão de crédito terão pouco tempo de vida e agora começa o teste real dos adquirentes.

* Esse não é um post patrocinado. 

Existe obviamente, um movimento forte por mobilidade em pagamentos, mas nunca houve uma afronta às maquininhas das empresas consolidadas no mercado, pelo menos aqui no Brasil. Com a Rappi, iFood, Mercado Livre e cia, o jogo vai trazer novos competidores e isso é a certeza que podemos ter, da mudança.

Massacre adiante?

Eu estive ontem na loja da Ofner (Moema-SP) para tomar um café de R$5,00. Fui pagar no débito e me deparei com a foto abaixo do aplicativo Rappi no balcão de pagamento.

rappi pay

Parecia uma propaganda simples, mas eu parei a transação no plástico e pedi para pagar no Rappi Pay. Demorou exatos 30 segundos para que a transação fosse concluída. O aplicativo da Rappi já estava integrado ao sistema da NCR que gerencia o sistema frente-caixa da loja. E tudo fluiu de forma simples.

rappi pay brasil

Panetones com QR Code.

Eu literalmente me senti saindo de um carro do Uber há 6 anos atrás, quando fiquei com a ligeira sensação que meu cartão não tinha sido debitado, depois de uma corrida. Vem um massacre por aí, pelo que a história pôde nos ensinar. Vários pontos da cidade já tem o sistema da Rappi integrado, caso da padaria Benjamin.

Olha essa dupla, disputando um espaço de trilhões de dólares.

No final de tudo, fiquei muito decepcionado com a minha compra, porque só então descobri que, se eu tivesse gasto R$50,00 eu teria levado um panetone na faixa, oferecido pela Rappi.

Feliz natal.

 

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Meios de Pagamento

A Prisma, maior empresa de pagamento da Argentina, deve ser vendida.

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Não é só no Brasil que a guerra das maquininhas acontece.

A matéria do Brazil Journal descreve que a Advent (um dos maiores fundos do mundo) está prestes a fechar um acordo com a Prisma, uma das maiores empresas de pagamento da Argentina. O fundo quer comprar o controle acionário da adquirente, que tem como sócios, 14 bancos do país.

Foto: Reprodução Prisma.

O Governo Macri vem trabalhando forte na iniciativa de descentralizar o controle de grandes bancos no setor, abrindo o caminho para novos players. Por lá, as bandeiras ainda são aceitas apenas por alguns players. A Visa, por exemplo é aceita somente pela Prisma, já a Master é aceita pela First Data, que tem presença por lá também. À partir do ano que vem as bandeiras deverão ser aceitas por todas adquirentes.

O acordo deve chegar a U$1,4 bilhões.

 

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