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Meios de Pagamento

O futuro dos bancos no Brasil

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Apesar das fintechs estarem empurrando os bancos contra a parede, em termos de inovação, o futuro dos bancos é certo: vão precisar se mexer. E não estamos falando de inovação somente, e sim de mudar o que estão fazendo.

Entretanto, a primeira regra que devemos ter ao construir um ensaio desse futuro, é olhar o passado e presente, para que possamos ter uma visão mais clara. Embora as fintechs estejam começando, ainda é cedo para dizer que os bancos estão com receio de uma ruptura. Mas os consumidores brasileiros estão ávidos por uma mudança.

o futuro dos bancos

Filas? Ninguém suporta mais isso. (Foto: O Globo)

Lá fora os bancos já investem em fintechs vorazmente. Não só os bancos, mas bandeiras de cartões como a Visa, que virou sócia do Stripe, por exemplo. Bitcoins são assunto e interesse comum para bancos europeus e americanos, assim como para venture capitals interessados em investir em inovação. Aqui no Brasil, os bancos só participam de eventos, para ver o que está ocorrendo. Conversam com fundadores de fintechs e só. Ainda não temos um sinal de que a interação vai acontecer.

Há quem diga que o Cubo, co-working formado pelo Itau e outras grandes empresas, é um primeiro passo para que bancos se relacionem com as fintechs. Mas não há sinal (relevante) de que a história segue os conceitos americanos e europeus.

Talvez seja pela nossa tradição na regulação do sistema financeiro, ou talvez porque o sistema financeiro brasileiro não acredite que empresas nascendo na garagem, possam oferecer riscos a conglomerados bancários centenários.

Quem dita as regras do mercado são os consumidores

Esse é um título verdadeiro. Os consumidores ditam as regras hoje e sempre. E a maioria das empresas ainda não perceberam esse fenômeno. Assim também é com bancos. Dezenas de banqueiros fizeram vista grossa para o início das operações da Nubank no país. Dois anos depois, com mais de 500 mil cartões emitidos, a visão é outra:

“Será que podemos ter eles como parceiros? Será que podemos comprá-los?”

Não duvide, essas perguntas estão passando pela cabeça de banqueiros com um olhar para a mudança. Dificilmente vão conseguir comprar, mas vão ter que apertar o passo para não perder uma grande receita que é a emissão de cartões, por exemplo. Assim também será com crédito, investimentos e análise de risco.

Outro exemplo espetacular é o GuiaBolso, que não é uma empresa de pagamentos, mas já conhece mais do consumidor do que o próprio banco. Com mais de 1 milhão de pessoas, que já baixaram o seu app de finanças, a fintech tem o consumo, o perfil e o verdadeiro dado de cada usuário. Enquanto o banco, tem apenas o fluxo financeiro da própria instituição. Viu o tamanho do problema para o banco? Tem uma fintech que conhece mais do cliente dela, do que ela mesma.

“Lá fora os bancos são sócios de fintechs, aqui no Brasil só frequentam eventos para ver o que está acontecendo.”

De fato, esse movimento das fintechs brasileiras é forte, mas ainda assim, preliminar. Poucas têm expressão, pouquíssimas geram receita e ameaçam de fato a hegemonia bancária no País.

Do outro lado, Itau, Bradesco e Santander, BB e Caixa, estão com um baita desafio nas mãos. Principalmente para esse ano: não serem devastados pelo crédito e conter problemas como a Lava Jato, que deverá tomar um bom tempo para liquidar e renegociar operações de construtoras quebradas (e semi-quebradas). É um trabalho grande. E está aí a oportunidade para fintechs, que têm agilidade grande para inovar e criar produtos de alto impacto.

É exatamente aí que entra o consumidor ditando as regras: ele quer o novo.

O futuro dos bancos e dos serviços financeiros

Não é premonição, e sim, uma análise de comportamento. Não vai adiantar contratar o apresentador descolado ou pagar a melhor agência de propaganda do Brasil. Os bancos precisarão renascer. E vão precisar das fintechs para isso.

Temos no Brasil, um perfil ávido por consumo de smartphones. O Brasil é de fato, um dos grandes mercados para a mobilidade. E isso já é a oportunidade criada para o nascimento de startups focadas no usuário, especialmente as fintechs. Analise o que os bancos estão fazendo com isso. Apenas alguns se preocupam com pagamentos móveis, por exemplo.

Colaboração é o caminho!

Quando citada a relação entre Bancos x Fintechs, na maioria das vezes é caracterizada e vista como “A batalha entre o velho e o novo. Não é bem assim, mas ainda temos uma resistência, principalmente por parte dos bancos em acelerar o relacionamento com as startups. O InovaBRA, projeto do Bradesco para inovação em startups ainda não decolou. Apesar de estarem tentando. Até lá fora, sites de tendência, não vêem esse movimento fintech no Brasil como um grande momento de ruptura. O site Let’s talk about Payments fez um artigo com o título de “Fintechs brasileiras e o carnaval da inovação na América Latina”, citando quais fintechs brasileiras podem empurrar bancos a inovar ainda mais. Startups como Magnetis, Contro.ly, Vindi, Lendico, Pagar.me e BankFacil são citadas como nomes a serem acompanhados pelos bancos. E só.

As fintechs por sua vez, são incentivadas a adotar o discurso “vamos quebrar os bancos”, o que é uma ingenuidade grande. Jornais, revistas e portais assediam fundadores de fintechs que se deixam levar pelo discurso que estão tirando o sono dos banqueiros. Há duas afirmações erradas (e camufladas) nesse contexto:

– As fintechs não têm pode financeiro para quebrar bancos;

– Os bancos não estão com medo. 

O que pode de fato acontecer, e que deve ser realidade em breve é que a colaboração dessas “duas entidades”, fará o novo sistema financeiro funcionar. Esse é o futuro do banco.

Contudo, é notável que os bancos sentiram a mudança de comportamento das pessoas procurando inovações e soluções, que estão melhores e mais presentes em dispositivos móveis. Itau e Bradesco e Santander, são atentos e já começaram a colocar para fora, o que de fato lhes compete: melhorar aplicativos, mudar a comunicação e tentar inovar. E o banco Original, prova que a gente pode ter sim, um banco 100% digital, mesmo com alguns problemas no startup da operação.

De fato, esta revolução digital impactando e se estabelecendo na indústria financeira, ainda é preliminar, pois é importante reconhecer que os bancos ainda podem controlar seu próprio destino, por conta de um simples fato: eles têm dinheiro.

Desta maneira, podemos ter dois cenários se formando em breve:

Cenário 1: Perturbação digital

Travado nas regulações e redução de custos, os bancos podem perder espaço para as fintechs que fornecem mais eficácia financeira e sintonia com a idade digital dos jovens. Os bancos continuam com uma abordagem de vendas baseada no produto em vez de melhorar a experiência do cliente e como resultado, carece na motivação para lidar com seu legado. Bancos neste cenário podem competir com uma carteira cada vez menor. Neste caso os bancos serão teimosos e cegos achando que vão ser bem-sucedidos. Ainda assim, vão gastar milhões para continuar lutando contra a maré.

Cenário 2: Digitalmente reinventados

Inovação é abraçada como modelo de negócio! Aleluia. O foco está em fazer a vida do cliente mais fácil. A mudança na fonte de receita e visão do cliente ao longo do tempo cresce. O banco aprende a usar a colaboração em seu modelo de negócio para surpreender o cliente. Nesta categoria se obtêm vantagem de curto prazo em infraestrutura, mas poderia trazer grandes frustrações pelo consumo digital por ter serviços melhores emergentes. Óbvio que eles não conseguir ter velocidade e para isso, vão ter que comprar as fintechs.

Cá para nós, o banco do futuro tem uma cara de fintech.

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China pede que comerciantes parem de rejeitar dinheiro

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Desde julho de 2018, o banco central da China já lidou com 602 casos envolvendo estabelecimentos comerciais rejeitando pagamentos em dinheiro, de acordo com a Tech Asia.

O banco central da China começou a reprimir os comerciantes que se recusam a aceitar dinheiro (papel moeda), dizendo que ele prejudica os direitos do consumidor e o status legal e também alertou contra a “sobreposição” do conceito de uma sociedade sem dinheiro.

Entre os comerciantes que foram obrigados a aceitar dinheiro novamente, há o supermercado Hema da Alibaba. A cadeia de varejo permite que os compradores digitalizem mercadorias com seus smartphones para ver mais informações e pagar por suas compras com o aplicativo Hema. Seguindo o pedido do banco central, as lojas Hema começaram a aceitar dinheiro novamente.

Estima-se, segundo a TechinAsia, que na China mais de 30% das pessoas nascidas nos anos 50 estão tendo dificuldades em pagar em dinheiro.

São os consumidores ou empresas que ditam o comportamento/futuro dos produtos e serviços? Na China já dá para saber…

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O massacre das maquininhas de cartões (o fim do POS).

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Maquininhas de cartão de crédito terão pouco tempo de vida e agora começa o teste real dos adquirentes.

* Esse não é um post patrocinado. 

Existe obviamente, um movimento forte por mobilidade em pagamentos, mas nunca houve uma afronta às maquininhas das empresas consolidadas no mercado, pelo menos aqui no Brasil. Com a Rappi, iFood, Mercado Livre e cia, o jogo vai trazer novos competidores e isso é a certeza que podemos ter, da mudança.

Massacre adiante?

Eu estive ontem na loja da Ofner (Moema-SP) para tomar um café de R$5,00. Fui pagar no débito e me deparei com a foto abaixo do aplicativo Rappi no balcão de pagamento.

rappi pay

Parecia uma propaganda simples, mas eu parei a transação no plástico e pedi para pagar no Rappi Pay. Demorou exatos 30 segundos para que a transação fosse concluída. O aplicativo da Rappi já estava integrado ao sistema da NCR que gerencia o sistema frente-caixa da loja. E tudo fluiu de forma simples.

rappi pay brasil

Panetones com QR Code.

Eu literalmente me senti saindo de um carro do Uber há 6 anos atrás, quando fiquei com a ligeira sensação que meu cartão não tinha sido debitado, depois de uma corrida. Vem um massacre por aí, pelo que a história pôde nos ensinar. Vários pontos da cidade já tem o sistema da Rappi integrado, caso da padaria Benjamin.

Olha essa dupla, disputando um espaço de trilhões de dólares.

No final de tudo, fiquei muito decepcionado com a minha compra, porque só então descobri que, se eu tivesse gasto R$50,00 eu teria levado um panetone na faixa, oferecido pela Rappi.

Feliz natal.

 

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A Prisma, maior empresa de pagamento da Argentina, deve ser vendida.

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Não é só no Brasil que a guerra das maquininhas acontece.

A matéria do Brazil Journal descreve que a Advent (um dos maiores fundos do mundo) está prestes a fechar um acordo com a Prisma, uma das maiores empresas de pagamento da Argentina. O fundo quer comprar o controle acionário da adquirente, que tem como sócios, 14 bancos do país.

Foto: Reprodução Prisma.

O Governo Macri vem trabalhando forte na iniciativa de descentralizar o controle de grandes bancos no setor, abrindo o caminho para novos players. Por lá, as bandeiras ainda são aceitas apenas por alguns players. A Visa, por exemplo é aceita somente pela Prisma, já a Master é aceita pela First Data, que tem presença por lá também. À partir do ano que vem as bandeiras deverão ser aceitas por todas adquirentes.

O acordo deve chegar a U$1,4 bilhões.

 

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