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Meios de Pagamento

PayGate é adquirida pelo DPO Group

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A maior empresa sul-africana de processamento de pagamentos online, a PayGate, acaba de ser adquirida por US$100 milhões pelo DPO Group (Direct Payment Online Group), a maior empresa do setor no leste africano, antes conhecida como 3G Direct Pay.

Com isso, será criada uma nova holding na África do Sul, a qual será gerenciada pelos acionistas de ambas as empresas. Apesar de ter sido comprada pela DPO, PayGate manterá suas atividades, sistema de gerenciamento e carteira de clientes independentes, mas mudanças devem acontecer com o objetivo de aperfeiçoar as suas operações.

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Foto: Reprodução Directpay Online

De acordo com informações divulgadas pelos diretores das empresas, os cerca de 10 mil clientes PayGate não sentirão a mudança, já que DPO e PayGate oferecem serviços complementares, inclusive geograficamente. Peter Havey seguirá comandando a PayGate e passará a participar da diretoria do Direct Pay Online (DPO) Group como CEO para a África do Sul. Já David Beukes assumirá o cargo de CTO global para o DPO Group.

Também não foram anunciadas demissões, e as equipes da PayGate podem, inclusive, vir a ser expandidas, por conta dos planos de expansão da empresa.

Planos de crescimento e desafios

Durante o anúncio da aquisição, o CEO do DPO Group, Eran Feinstein, mencionou a possibilidade de investimentos futuros em pagamentos móveis e em tecnologias Blockchain. Além disso, a empresa espera crescer também nas regiões oeste e sul, com direito a contar com pelo menos um escritório em cada país africano. Por outro lado, entre os desafios que a aquisição deve trazer está o de crescer lidando com as diferentes regulamentações de cada região africana. Mas a empresa diz-se otimista, pois acredita contar com longa experiência e expertise neste quesito.

Para os diretores do DPO Group, a compra da PayGate cria uma oportunidade única de oferecer o que há de melhor no setor de pagamentos online de forma customizada para cada cliente.

Ainda assim, vale ressaltar que apenas 26,5% dos africanos têm acesso à internet, e que a falta de energia elétrica confiável é ainda um problema em diversas regiões. Isso significa dizer que há ainda muito a se fazer para garantir o crescimento neste setor no continente.

Mesmo diante disso, o mercado de e-commerce africano segue forte, devendo atingir cerca de US$50 bilhões em 2018, um valor quase sete vezes mais alto do que o registrado em 2013.

Luciana é uma jornalista radicada em Dublin na Irlanda. Redatora, já foi Relações Públicas do Estado da Bahia. É uma das melhores jornalistas de finanças do país.

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