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Meios de Pagamento

“Recorrência” da Vindi, disseca modelo de Netflix, Spotify, Smartfit e Sem Parar

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Recorrência” da Vindi, disseca modelo de Netflix, Spotify, Smartfit e Sem Parar e educa mercado.

O estudo da Vindi, intitulado de “Recorrência: a economia que transformou empresas como Netflix, Slack, Smartfit e Sem Parar” é por si só, um belo ensaio de como gigantes adotaram um modelo infalível de vendas recorrentes e se transformaram nos maiores benchmarkings de seus mercados.

O estudo, que virou um livro gratuito, já foi acessado por milhares de empresas no Brasil.

Com recortes de depoimentos de alguns dos maiores CEO’s do mundo, análises de IPO’s de empresas recorrentes e até estudos de caso detalhados, o livro “Recorrência” é um conteúdo que toda empresa de serviço deve ter como obrigação de leitura.

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O estudo é gratuito, acesse agora.

 

Meios de Pagamento

Mercado Pago recebe licença do Bacen para ser instituição de pagamentos

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stelleo tolda - mercado livre

O Banco Central autorizou! Agora, o Mercado Livre (e o Mercado Pago) vão ficar ainda mais fintech.

Em matérias da Reuters e Valor, o Mercado Livre publicou os resultados do trimestre e afirmou ter recebido do Banco Central (BC), a autorização para o Mercado Pago funcionar como uma instituição de pagamento no Brasil. Bela tacada do marketplace, que em breve poderá permitir pagamentos e transferências entre lojistas sem a intervenção de outras instituições financeiras.

Com grande representatividade no ecommerce brasileiro, o ML é um colosso da internet na América Latina. Com a carência de serviços financeiros em todo esse território, o grupo pode aumentar consideravelmente a presença na vida financeira de pequenos lojistas.

 

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Meios de Pagamento

McFintech. O Sem Parar passará a ser aceito no drive-thru do McDonald’s.

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mcfintech

era esperado e estava em teste. O McDonald’s vai aceitar o Sem Parar como meio de pagamento.

Assim como em postos de gasolina, o funcionamento vai permitir a cobrança de forma ágil na hora de pedir um lanche. A previsão é que o sistema funcione em todas lojas do McDonald’s no Brasil. O Sem Parar tem aproximadamente 5,5 milhões de clientes. Esse movimento pode se estender para outros tipos de negócios também. Imagina no motel…

McFintech!

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Meios de Pagamento

O que a Mckinsey quer com a fintechs brasileiras?

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Esta foi a pergunta que fiz quando a Vindi foi convidada para participar no FintechDay, evento criado pela McKinsey, empresa global de consultoria de gestão que atende diversas empresas e governos no mundo. Dividi um papo com com a Viviane Sales, VP de Marketing da Creditas, Frederico Rizzo, CEO da Kria e Nathalia Garcia, diretora jurídica da FoxBit. Quem coordenou esse papo foi o Yran Dias, Sênior Partner da McKinsey.

O evento trouxe diversas discussões do segmento, levantados pela consultoria e evidenciou o momento que estamos passando, especialmente nessa colaboração entre bancos, fintechs e agentes do mercado.

Existem no mundo + de 1.000 fintechs (na América Latina são mais de 500), segundo a consultoria. E a reação dos grandes bancos com esse advento, a mudança de comportamento do consumidor, o relacionamento dos reguladores com o ecossistema, investimentos mudando de rota e aquisição de novos talentos, aqueceu as discussões, especialmente em 2018.

Tendências

O evento começou abordando as principais tendências, capitaneado pelas fintechs, que em sua grande maioria, têm atacado o mercado de meios de pagamentos, trazendo muitas inovações e o crescimento de soluções voltados para o mercado de varejo, no mercado B2C. Foi difícil não citar nas discussões o IPO do PagSeguro, Stone e abertura do mercado de cartões.

As grandes empresas de tecnologia do mundo ganharão dinheiro como fintech.

Além das fintechs, o papo destacou nessas discussões, a criação de ecossistemas, que vão além do banco e do setor financeiro. Leia-se o movimento avassalador de Tencent e Alibaba, que criaram super empresas de pagamentos digitais. “Juntas, as empresas são a maior plataforma de pagamento da China, que com a ajuda do QR Code, ainda desprezado por aqui, concentram 90% de mercado pagamentos digitais por lá. As duas juntas, representam um total de 10% sobre o volume financeiro do país. Impressionante!

 

Este movimento, das grandes empresas de tecnologia “morderem outra parte da pizza” é uma grande tendência no mercado financeiro. Google, Apple, Samsung e Amazon começam a ganhar escala e relevância por conta de aquisição de novos usuários/clientes e abranger mais produtos (financeiros também). Isso vira diferencial claro e acaba sendo uma ótima estratégia para rentabilização e renovação. Uma vez que o mercado carece de boas soluções, taxas e experiência.

Este movimento vem ganhando força no mundo com o Apple Pay, Google Pay e Samsung Pay. Um bom exemplo: é o movimento interessante de grandes players como a própria Google, que fez recentemente acordo com 4 bancos indianos para oferecer empréstimos instantâneos pré-aprovados via app.

Yran Dias coordena o painel das fintechs no evento FintechDay criado pela McKinsey.

Na América Latina, é o Mercado Livre que chega com uma visão parecida, implementando QR Code na Argentina para ampliar sua carteira digital como um meio de pagamento. E está literalmente criando uma super fintech que vai emprestar dinheiro massivo (já em teste) dentro da plataforma. 

E como os bancos brasileiros estão reagindo?

Estão acompanhando, isso é claro. Tirando Itau (que abocanhou parte da XP) e do Santander (que tomou para si a Getnet), ainda estamos num momento de aproximação por parte dos bancos. Existe muita gente tentando entender que momento é esse.

Existem alguns movimentos e estratégias interessantes por parte dos bancos no Brasil e no mundo. Os bancos tradicionais estão fazendo movimentos de transformação em suas operações atuais, com passos cada vez mais evidentes, porém lentos, de construir soluções realmente transformadoras. Pelo menos, que impactam de fato o usuário.

Alguns dados legais falados durante o evento pela McKinsey:

  • 80% dos bancos digitais possuem algum programa de transformação digital interno;
  • Os bancos estão se conectando também com as comunidades empreendedoras;
  • 34% dos bancos têm algum tipo de parceria com fintech;
  • 24% dos bancos lançaram algum conceito de incubadora ou conexão com startups (exemplo do Itaú com o Cubo);
  • 15% dos bancos possuem algum VC (venture capital) corporativo para investir.

As mudanças já estão acontecendo no mundo e no Brasil. Aqui, o cenário econômico em conjunto com o acesso cada vez maior da internet, vem trazendo ao conhecimento geral, problemas de acesso ao crédito, serviços bancários ainda muito tradicionais e a falta de transparência em tarifas empregadas pelos bancos. Outro ponto importante é que somente 59% das empresas no país tem acesso a crédito bancário, por conta das altas exigências e garantias, mostrando o tamanho do desafio do segmento.

O nível de confiança que os consumidores possuem com os bancos é algo que chama a atenção. O brasileiro não confia no seu banco, sempre acha que tem alguma taxa escondida e enxerga o banco como um mal necessário. Toda pesquisa que você faz com o consumidor, eles estão cada vez mais propensos a experimentar uma experiência bancária com um novo player de tecnologia.

 

Foto: Gallup

Os consumidores estão mais propensos e confortáveis a deixar seu salário em “um Nubank” ou conseguir crédito em uma Startup atualmente. Para ilustrar esta mudança de comportamento do consumidor, Nubank passa a ter mais pesquisas no Google do que MasterCard e Visa num dado levantando recentemente no evento Innovation Pay.

 

Foto: Trends Google

Os bancos estão entendendo que o jogo está mais complicado. Os investimentos e comportamento do investidor estão mais alinhados com uma quebra e renovação de um modelo tradicional. Olhe a tentativa dos bancos em conter essa mudança (vide quadro abaixo).

 

Banco tradicional Iniciativa
Bradesco Next – banco digital
Caixa Econômica Federal Youse – plataforma de vendas de seguros online
Santander SuperDigital – banco digital
Banco Bonsucesso Adiq
Tribanco Única (meios de pagamento)

Ainda existem muitos outros exemplos.

Obviamente, quando o banco se coloca também neste ambiente das fintechs, existem seus desafios. Mas quem tem dinheiro é banco…

Os bancos vão precisar comprar inovação, especialmente através das fintechs.

Hoje a revolução bancária, na minha opinião, está ‘no fazer direito’. Se pensarmos de forma crítica, o Nubank não tem uma grande inovação, mas é um grande e invencível case de experiência do cliente. A grande ideia foi fazer um banco de forma correta e oferecer uma experiência diferente. Digo, incrível. As empresas que olham para o futuro precisam descobrir  qual dor do consumidor elas vão combater. E isso tem muito a ver com propósito, especialmente o do novo consumidor.

Regulamentação

Na visão geral das fintechs do painel, os reguladores  estão cada vez mais abertos e próximos deste movimento de mudança. Afinal, eles precisam entender.

No caso do mercado de crédito, o fato de fintechs não conseguirem operar com licença própria, iguais aos bancos, o desafio de inovar se torna grande. O que gerou claramente um ambiente colaborativo entre fintechs e bancos!

Porém, recentemente o Bacen acabou de liberar duas novas Resoluções nº 4.656 e nº 4.657, que têm por objetivo fomentar a incorporação de inovações no âmbito do Sistema Financeiro Nacional. Assim como estimular a participação de novas instituições provedoras de crédito.

A primeira é a criação da Sociedade de Crédito Direto (SCD), em que as fintechs oferecem crédito com recursos próprios por meio da plataforma eletrônica. A segunda é a criação Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP), conhecida como o principal aliada do peer-to-peer (P2P), em que a instituição serve como “ponte” entre credor e devedor. Nesse caso, o empréstimo é limitado ao máximo de R$ 15 mil por CPF ou CNPJ.

Segundo a ABFintechs, a principal diferença entre as duas modalidades criadas pela nova regulação do Banco Central é que a SCD opera com recursos próprios e não pode captar no mercado, enquanto a SEP liga quem tem recursos para emprestar a quem necessita de crédito – daí o termo peer to peer lending (P2P).

As fintechs são, na prática, intermediárias de operações, em que pessoas aplicam dinheiro de um lado e empresas ou outras pessoas físicas, pegam empréstimos de outro. O peer-to-peer é uma modalidade de crédito que vem crescendo em vários países.

Já no universo de crowdfunding de Investimentos, também chamado de Equity Crowdfunding – recentemente novo no Brasil – a CVM tem atuado em conjunto com o segmento. O Fred, da Kria, citou 3 desafios importantes do segmento:

  • Segurança no registro;
  • Controle dos ativos e organizar um mercado secundário;
  • Conexão com o capital institucional.

“É possível perceber muitas pessoas jovens na CVM querendo fazer acontecer, mesmo demorando na resposta da regulação, ela está próxima, assim como o Banco Central.” Ressaltou o Fred.

A CVM considera, através da instrução CVM 588, que a segurança jurídica trazida com a nova norma pode alavancar a criação de novos negócios de sucesso no país, permitindo a captação de recursos de modo ágil, simplificado e com amplo alcance a investidores por meio do uso da internet.

A pergunta que me fiz foi: se temos tantos investimentos anjos, porque o Equity Crowdfunding ainda não é uma realidade no Brasil como Estados Unidos? Tamanho de mercado? Poder econômico?

A Febraban também teve que alterar suas datas para ajudar o ecossistema a processar o grande volume de pagamentos que transita na rede bancária. Por serem prazos curtos e o mercado brasileiro não estar preparado, diversas vezes, empresas perderam o prazo, fazendo com que o método mais famoso do país (o boleto) gerasse uma experiência ruim para os consumidores e uma grande confusão no setor. 

A ampliação do prazo foi para dar maior tranquilidade para o sistema ajustar-se aos novos valores à medida que forem incorporados, reduzindo os riscos de interrupção durante o processo. Em suma, os reguladores estão olhando fortemente para essa relação, o que é extremamente positivo para o setor como um todo.

Todos reguladores, devem olhar para a atuação do Bacen com meios de pagamento (que está sendo exemplar) e aplicar em outros setores fintech.

O que a Mckinsey quer com as fintechs brasileiras?

Analisando o evento, ficou claro que a McKinsey entende muito a cabeça de bancos tradicionais e de transformação digital, não há dúvidas. Porém, ficou mais evidente, através desta iniciativa, que chegamos em uma época em que as duas pontas precisam estar sentadas na mesma mesa (o novo e o tradicional). As fintechs, os bancos e os reguladores.

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