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Meios de Pagamento

Square sofre para dar lucro

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O Square é de longe um dos mais inovadores meios de pagamento de todos os tempos. Fundado por Jack Dorsey (fundador do Twitter), o Square parecia estrear um “case” de mercado de pagamentos infalível. Empresas como iZettle, Paypal, Tapingo foram atrás dessa inovação, lançaram serviços similares e até copiaram alguns lançados pela startup baseada no Vale do Silício.

Fundada em 2009 por algumas figuras que por si só atestam funding da então embrionária empresa de pagamento móvel, o Square tem em sua fundação nomes como Marissa Meyers (CEO do Yahoo), Kevin Rose do Digg e o próprio Dorsey, a empresa nascia já com o potencial de se tornar a empresa mais inovadora no ramo de pagamentos. E de fato é, já que a convergência de alguns meios de pagamento usuais como cheques e dinheiro seguem em forte diminuição, por conta da digitalização de pagamentos, pelo crescimento dos smartphones no mundo e também pela inovação do mercado em si. O Square na verdade chegava no momento certo e no lugar certo. Mas a história de “colheita de louros”, ainda não aconteceu como se esperava. E não foi à toa que até o momento a empresa já captou quase U$440 milhões de investimentos.

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O abandono do m-Wallet sinaliza que está na hora do lucro. (Foto: Reprodução DigitalTrends)

Na semana passada a empresa decidiu acabar com as novas adesões do Square Wallet, que era na verdade a maior aposta da empresa. Isso parece ter demonstrado para o mercado de m-Wallet que a coisa não vai ser fácil como imaginava-se. Para se ter uma ideia em quanto era o foco do Square nesse produto, basta analisar a parceria que fecharam com a Starbucks nos EUA. Eles colocaram a solução Square Wallet em mais de 7.000 lojas. E simplesmente abondonaram, isso porque o negócio não gerava o que eles esperavam: alta aderência do produto.

Os números do Square

Segundo os dados da CNN Money, o Square teve um lucro bruto U$300 milhões no ano passado, ou seja: U$1 para cada U$3 vendido. Mas isso não é reflexo em lucro líquido, o que preocupa ainda mais os investidores. A empresa teve um prejuízo de U$100 milhões no ano passado. Aí o negócio pega. Segundo os próprios porta-vozes da empresa, o Square dará lucro ainda esse ano (2014), já que a estratégia da empresa é a eficiência na operação. Pensando nisso, que a descontinuação do Square Wallet vem a calhar. A mudança de estratégia é um sinal de que a empresa está fazendo mudanças e movimentos para atingir aquilo que se esperava. Afinal já são quase 6 anos de operação, sem um lucro líquido sequer. Mas o Square é de fato um grande motor para os comerciantes e usuário do futuro e do presente. Smartphones, Tablets e outros gadgets vão estar cada vez mais prontos para essa mudança. E o Square está pronto para isso também. Prova disso é o lançamento do Square Order. Além disso outras funções que garantem a melhor experiência no pagamento, fazem da empresa, um grande caminho para inovação, onde menus, cardápios e ferramentas de captura vão fazer parte do app.

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A Evolução do leitor de cartões do Square. Foto: (Reprodução Business Insider)

No Brasil esse problema de aderência em pagamentos móveis, também acontece, já que o mobile payment é muito incipiente por essas bandas. Por aqui, pagar via aplicativo ainda é uma irrealidade. O “case” que podemos citar é o Easy Taxi, que vem fazendo um trabalho interessante com o Easy Pay Taxi, onde o checkout da corrida é pago de fato no aplicativo. Esse é um exemplo que funciona, e bem.

Avaliada em quase U$5 bilhões, o Square acaba de receber a aprovação de crédito para captar U$225 milhões para continuar crescendo e obter o sucesso em lucro. Por enquanto a briga ainda é dura, e o caminho é árduo.

Leia sobre a mais importante decisão do Square – Clique aqui.

Fontes: CrunchBaseSquare

 

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