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Meios de Pagamento

[Tendências Pagamento 2016] – A consolidação dos pré-pagos

Redação Pagamento.me

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Notícias como essas:

“Netflix lança sistema de cartões pré-pagos para atingir desbancarizado”;

“Banco do Brasil vira notícia internacional com lançamento de pré-pagos para estudantes” e:

Visa lança pré-pago para compras no AliExpress“,

atestam o mercado Brasileiro, como um dos maiores do mundo, quando o assunto é pré-pago. Empresas como AcessoCard, Super (adquirida pelo Santander) e Brasil Pré-Pagos, ainda nem começaram a atingir o mercado que têm, para se desbravar no país.

55 milhões de desbancarizados = A consolidação do cartão pré-pago

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Cartão pré-pago Visa, nos EUA. A personalização como forma de propaganda. (Reprodução VIsa.com)

Segundo dados do IBGE, 55 milhões de brasileiros não têm conta em banco. São R$665 bilhões de dinheiro potencial, que esses brasileiros transacionam, segundo o instituto Data Popular. É enorme o potencial do pré-pago. Varejistas como redes de academia (SmarFit com quase 300 pontos de venda), escolas de inglês (caso da Wizard com mais de 700 unidades) entre outras empresas, procuram solucionar um grande problema: entrar em mercados longe das grandes capitais. O desafio é grande já que grandes populações não conseguem pagar esses serviços com meios de pagamentos atuais. O Norte, Centro-oeste e Nordeste do Brasil, concentra a maior parte desse brasileiro, que precisa consumir serviços básicos, mas que ainda não possui a cobertura bancária de outros grandes pólos. É a figura do “desbancarizado”, que se torna um desafio para varejistas, bancos e empresas de serviço.

É exatamente aí, que o pré-pago vai literalmente deitar de “braçada”. Não é à toa, que a AcessoCard, por exemplo, recebeu em seu board, fundo de investimento como a Hix Capital, para preparar o terreno do que pode ser uma verdadeira “mina de ouro”. Também não foi por motivos comerciais somente, que o Pagseguro escolheu a própria Acesso, para distribuir seu pré-pago para lojistas. Outra forte concorrente é a Payleven, que também aderiu ao modelo. Tampouco foi esse o motivo também, pelo qual o Santander desembolsou milhões e milhões para comprar 50% da Super, um sistema de pré-pagos com menos de 5 anos de vida. Antes exclusivos para “mesadas”, vale presentes e travel cards, o modelo de pré-pago já coloca as mangas de fora.

São sinais, certo?

Ter serviços digitais, já não são exclusividade de detentores de cartões de crédito: Amazon, Netflix, Spotify, iTunes, AppleMusic, Starbucks e Skype, podem ser comprados nas gôndolas de hipermercados, em sites de varejo e isso abre todo potencial para atender uma camada importante da economia: pessoas sem crédito e sem conta bancária. O cartão pré-pago foi regulamentado pelo Banco Central em 2013. Desde então, os números de emissão, só crescem. Só a Agillitas, empresa de pré-pagos, já emitiu mais de 1 milhão de cartões.

Acredito no pré-pago ainda mais em 2016!

O ponto de encontro das fintechs e revolução financeira no país.