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IPO do Banco Inter, por Diego Gomes

O texto e análise a seguir é de autoria e propriedade de Diego Gomes, SaaSholic . O IPO do Banco Inter IPO’s de fintechs brasileiras já estão virando rotina no BR, não é mesmo?…

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes

O texto e análise a seguir é de autoria e propriedade de Diego Gomes, SaaSholic.

O IPO do Banco Inter


IPO’s de fintechs brasileiras já estão virando rotina no BR, não é mesmo? Quem dera, mas a notícia é boa!


O PagSeguro levantou US$ 2,3 bi na NYSE, a Stone dá indícios de um possível IPO e agora o Banco Inter (que já era alvo de rumores) deixa claras suas intenções de abrir o capital na bolsa depois de protocolar o pedido no dia 23/02.

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O IPO do Banco Inter pode levantar até R$ 800 milhões. A oferta será coordenada pelos bancos Bradesco, Morgan Stanley, Citigroup e Banco do Brasil. O Inter fechou 2017 com 379 mil correntistas, R$ 48,2 milhões de lucro líquido e um total de ativos de R$ 3,6 bilhões. Fucking cool, huh?


Bom, como é de costume por aqui, resolvemos dar uma olhada nos números do Banco Inter e tentar aprender um pouquinho mais sobre a empresa antes do IPO dar as caras de fato. Vamos lá?

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A história do Banco Inter

Em 1994 a MRV Engenharia fundou a Intermedium, uma financeira com o objetivo de fornecer Crédito Imobiliário. A empresa se consolidou no mercado de crédito consignado e só voltou a operar no setor imobiliário em 2007, com opções de refinanciamento que fizeram sucesso.

Tanto a MRV quanto a Intermedium foram fundadas pelo Rubens Menin — eleito empreendedor do ano pela Ernst & Young em 2018. Atualmente Rubens é o presidente do conselho administrativo do Banco Inter e seu filho, João Vitor Menin, é o presidente e CEO.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic

Em 2008, com o recebimento da carta patente do Banco Central, o ainda Intermedium começou a operar como banco múltiplo. Ele foi o primeiro banco 100% digital brasileiro.


Em 2017, depois de um rebrand, o Intermedium se tornou o Banco Inter e deu os primeiros passos para mudar seu modelo de negócio e entrar em um mercado totalmente novo.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic

Com operações de crédito, seguro e investimentos, o Grupo Inter administra o Banco Inter, Inter Seguros e Inter DTVM

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic

Entendendo o modelo de negócio


IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic

O objetivo do Banco Inter é bem claro: reduzir a burocracia bancária no Brasil. Não é atoa que muitas Fintechs disputam o mesmo espaço. O potencial de receita é muito alto em um prazo interessante — cerca de R$ 75 bi em 10 anos.


O Inter podia muito bem se manter apenas no mercado de investimentos e crédito. A estrutura é sólida e eles possuem respaldo para isso. Mas claramente existe muito espaço para crescimento, principalmente se o negócio cair para o lado Tech.


Então, seguindo os passos de grandes players do mercado Fintech, o Banco Inter adotou um modelo de negócio que gira em torno de uma plataforma digital integrada, que agrega diversos serviços financeiros em um só lugar.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic

No seu core, o Inter é um banco, mas se tornou uma Fintech poderosa centralizando serviços em um só lugar. O modelo de negócio aqui é bem simples: atrair usuários para os serviços gratuitos, criar relacionamentos e expandir as oportunidades de negócio. O clássico expansion revenue ;).

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic






 

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic






IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic



Para isso funcionar é preciso dar mais opções de crédito e transações para os atuais usuários. O crescimento no número de novas contas digitais é um indicador claro do caminho a ser seguido.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes
Freemium: Just like dropbox

Uma vez dentro da plataforma, fica simples contratar outros serviços (que podem ser taxados/cobrados) e criar cada vez mais relações com os serviços do Inter.

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O boom dos bancos digitais (& Fintechs)


Tudo parece muito bom, mas e na prática? Esse crescimento é tão válido que merece um IPO do Banco Inter? Segundo os números, é sim. ;)


Nubank, Neon, Original e outros players do mercado chamaram a atenção de grandes bancos facilitando o acesso a cartões de crédito e contas digitais. O próprio Inter também faz isso há alguns anos, mas recentemente os números se mostraram bem mais promissores.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic



300%+ de crescimento YoY é muita coisa. Principalmente para um banco que já atua com contas digitais desde 2015. Quando analisamos o report da Goldman Sachs sobre o potencial das Fintechs no mercado BR, o mobile e o número de agências bancárias foram dois fatores muito claros para a expansão das startups fintech no país.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic



Um IPO agora faz total sentido para o Banco Inter. A mobilidade cresce, as transações bancárias aumentam e o Internet Banking ganha muito espaço. A evolução dos protocolos de segurança dá confiança e familiaridade aos brasileiros com transações online. E isso significa mais $$.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic



Estratégias de crescimento do Banco Inter


OK, o mercado é promissor. Mas e aí? O que o Banco Inter pode fazer com os quase R$ 800 milhões pretendidos com esse IPO?


Já vimos que abrir uma conta é 100% gratuito (inclusive para PJ) e apresenta crescimento consistente. Então, investir nas formas de expansão de receita é o caminho a ser seguido e a empresa está investindo no espaço de cartões de crédito agora.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic



O Nubank fez o caminho contrário. Investiu primeiro em cartões e depois conta digital. Em 1 ano apenas, o Inter cresceu o número de cartões emitidos em 653%.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes Foto: SaaSholic



Seguindo o mesmo caminho, o serviço de investimentos deve ganhar ainda mais força. É importante lembrar que investimentos já eram feitos através do Inter DTVM desde 2013.

IPO do Banco Inter, por Diego Gomes




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O número de novas aplicações reduz o ticket médio, o que é uma evolução natural quando o objetivo é pulverizar o serviço de investimentos. More investors = lower ticket.

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Mesmo assim, bons números e crescimento consistente em um serviço consolidado.

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Ah! E vale ressaltar que o investimento de pessoa física é o carro chefe por lá.

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Correndo pelas laterais, os seguros oferecidos pelo Banco Inter tem grande participação no setor habitacional (provavelmente catalisado pela MRV Engenharia).

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Para finalizar, o serviço de crédito é muito importante (e é também o mais antigo). A carteira de crédito tem um crescimento estável e que traz credibilidade para o negócio.

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Oferecer crédito no Brasil é bem desafiador. É de se esperar algumas variações no caminho.

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Só para refrescar a memória, um overview dos serviços do Banco Inter:

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O IPO do Banco Inter é uma boa?


No final das contas o que é importa é: Vale entrar no IPO do Banco Inter? A resposta curta é: Vamos esperar o Prospect. ;)

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Com números consistentes e crescimento interessante nos últimos anos, o IPO do Banco Inter é um caminho bem natural e pode gerar um retorno bem interessante para os investidores.

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Além disso, os anos de experiência no mercado ajudam a reduzir os custos de operação/intermediação e melhorar a linha de crédito.

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Notas finais


Como de costume, só conseguiremos ter uma visão mais detalhada deste IPO quando o prospecto detalhado sair. Até lá, só podemos especular!


Adoraria ouvir o que você acha desse possível IPO brasuca do Banco Inter. ;)








PS: acho que você também vai gostar de dar uma olhada na análise do IPO do PagSeguro e Netshoes.



Por Redação fintechs.com.br. Como produzimos e corrigimos o conteúdo.

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